Este caso ocorreu quando eu tinha começado a namorar a Carol mas ainda morava na casa dos meus pais, então provavelmente isso deve ter ocorrido em 1998 ou 1999. Foi marcante e um baita susto!
Estava eu dormindo em um sofá no apartamento dos meus pais, que não estavam em casa (possivelmente em Seropédica, onde moram parentes maternos meus) e já era madrugada, talvez umas duas horas da manhã. Minha irmã estava na escada do prédio, conversando com uma amiga (o apartamento fica no quarto andar). Pouco depois um sujeito subiu as escadas e entrou no apartamento e foi pra sala, onde eu estava deitado. Acordei com o cara gritando “Qual o seu nome? Qual o seu nome?” Acordei sonolento e vi um revólver apontado para o meu rosto. Simplesmente respondi com o meu nome, o sujeito ficou invocado, guardou a arma e saiu do quitinete, com minha irmã atrás argumentando e xingando o cara. Após ela bater a porta e trancar eu perguntei o que era aquilo, o que tinha acontecido, achei até que fosse algum conhecido dela fazendo alguma brincadeira, mas não: segundo ela a possibilidade era de um policial civil atrás de algum bandido! Aí foi que “começou a cair a ficha” para mim!
E se eu tivesse respondido o nome da pessoa que ele estava procurando?
E se ele, nervoso, tivesse disparado a arma?
E se eu tivesse me assustado com a situação?
Depois eu soube que o cara subiu esmurrando várias portas de apartamento do prédio, deu tiro nas portas onde ficam os medidores de energia elétrica e, quando um vizinho do apartamento de cima dos meus pais abriu a porta, um senhor idoso, o indivíduo pressionou a arma contra o peito do vizinho, mas nada fez além de perguntar o que perguntou a mim. Ao descer as escadas e não te encontrado quem procurava, descarregou a arma em direção à “Pedreira” (Pedra do Baiano, onde anos depois foi construído o Shopping Leblon).